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Do mundo civilizado no antigo Oriente, exceto a Bíblia, não ficou conservado nenhum monumento literário. A queda dos antigos impérios da Babilônia, Assíria, Egito e Pérsia, levou ao desaparecimento dos velhos povos orientais, excluindo os judeus.
Durante quase dois mil anos, eram os livros bíblicos e as obras dos escritores greco-romanos, a única fonte de informação sobre o lendário mundo oriental antigo. Somente as pesquisas arqueológicas dos últimos cem anos chegaram a escavar as soterradas ruínas das antigas regiões civilizadas perto do Eufrates, Tigre e Nilo, e a despertar para a vida as silhuetas de uma época culta de aproximadamente quatro mil anos.
As relações econômicas, políticas e espirituais entre Israel e os povos circunvizinhos já se percebem muitas vezes na literatura bíblica, onde encontramos freqüentemente os nomes da Babilônia, Assíria, Pérsia e outros. Mas os materiais arqueológicos, recentemente descobertos, habilitam-nos a apurar com mais precisão a natureza dessas relações, e demonstram-nos as influências dos grandes centros civilizados da Ásia Menor e do Egito sobre a cultura material e espiritual da Síria e da Palestina.
1.1. E a Bíblia tinha razão
Em Ugarit, na costa do Mediterrâneo, foram descobertos pela primeira vez os testemunhos do culto cananeu de Baal. O acaso quis ainda que no mesmo ano se encontrasse numa caverna, próximo ao mar Morto, um rolo do livro do profeta Isaías (Manuscritos do Mar Morto), considerado de data anterior a Cristo.

1.1.1. A Arqueologia Bíblica
Em escavações efetuadas em Khursabad, na Mesopotâmia, ele se encontrou inesperadamente diante das imagens em relevo de Sargão II, o rei assírio que despovoou Israel e conduziu seu povo em longas colunas. Os relatos das campanhas desse soberano relacionamse com a conquista de Samaria, igualmente descrita na Bíblia.

Na Palestina, são descobertos lugares e cidades muitas vezes mencionados na Bíblia. Apresentam-se exatamente como a Bíblia os descreve e no lugar exato em que ela os situa.

Seus traços fisionômicos, seus trajes, suas armas adquirem forma para a posteridade. Esculturas e imagens gigantescas mostram os hititas de grosso nariz, os altos e esbeltos filisteus, os elegantes príncipes cananeus, com seus “carros de ferro”, tão temidos por Israel, os pacíficos e sorridentes reis de Mari contemporâneos de Abraão.

Do mundo do Novo Testamento ressurgiam as magníficas construções do Rei Herodes; no coração da antiga Jerusalém foi descoberta a plataforma (litostrotos), citada por João, o Evangelista, onde Jesus esteve diante de Pilatos; os assiriólogos decifraram em tábuas astronômicas da Babilônia os precisos dados de observação da estrela de Belém.

1.1.2. Os Resultados
Episódios que até agora muitos consideravam simples “histórias piedosas” adquirem de repente estatura histórica. Por vezes, os resultados da pesquisa coincidem com as narrativas bíblicas nos mínimos detalhes.

1.1.3. A Bíblia Nenhum livro da história da humanidade jamais produziu um efeito tão revolucionário, exerceu uma influência tão decisiva no mundo quanto a bíblia.

4 - AS TERRAS DE CANAÃ
4.1. Canaã à quase quatro milênios atrás
Canaã, por volta de 1900 a.C., eraapenas esparsamente povoada. Era, a
bem dizer, uma verdadeira terra de ninguém. Aqui e além, no meio de
campos cultivados, erguia-se um burgo fortificado. Nas encostas
circunjacentes havia vinhedos, figueiras e palmeiras. Os habitantes viviam
em permanente estado de alerta,as povoações, pequenas e muito
isoladas, eram objeto de audaciosos assaltos dos nômades. Súbita e
inesperadamente, os nômades surgiam, derrubavam tudo, levando o gado
e as colheitas. Com a mesma rapidez com que surgiam, desapareciam, e
não havia meio de encontrá-los nas vastas planícies de areia ao sul e a
leste. Era incessante a luta entre os lavradores e criadores de gado que se
tornaram sedentários e as tribosde salteadores que não conheciam
habitação fixa e cujo teto era uma tenda de pele de cabra aberta em
qualquer parte ao ar livre sob o vasto céu do deserto. Por essa região
insegura vagueou Abraão com Sara, sua mulher, Ló, seu sobrinho, sua
gente e seus rebanhos.
E tendo lá chegado, Abraão atravessou este país até o lugar de Siquém,
até o vale ilustre... E o Senhor apareceu a Abraão, e disse-lhe: eu darei
esta terra aos teus descendentes. Naquele lugar edificou um altar ao
Senhor, que lhe tinha aparecido. E, passando dali ao monte, que estava ao
oriente de Betel, aí levantou a sua tenda, tendo Betel a ocidente, e Hai a
oriente. Aí edificou também um altar ao Senhor, e invocou o seu nome.
Abraão continuou a sua viagem, andando e avançando para o meio-dia
(Gn 12.5-9).
Já quinhentos anos antes de Abraão florescia um comércio de importação
e exportação nas costas de Canaã. Na terra do Nilo trocavam-se ouro e
especiarias da Núbia, cobre e turquesa das minas do Sinai, linho e marfim
por prata do Tauro, artefatos de couro de Biblos, vasos vidrados de Creta.
Os ricos mandavam tingir suas vestes com púrpura nas grandes tinturarias
da Fenícia. Para as damas da corte produziam um maravilhoso azul de
lápislazúli, as pálpebras pintadas deazul eram a grande moda, e estíbio,
cosmético para os cílios, altamente apreciados pelo mundo feminino.
Nas cidades marítimas de Ugarit (hoje Ras Shamra) e Tiro estabeleciam-se
cônsules egípcios, a fortaleza marítima de Biblos era colônia egípcia,
levantavam-se monumentos faraônicos nessas cidades e príncipes fenícios
tomavam nomes egípcios.
3.3.3. Inscrição encontrada em um túmulo egípcio (história de Sinuhe)

Mas se as cidades costeiras ofereciam um aspecto de vida ativa, próspera,
opulenta mesmo, a poucos quilômetros para o interior começava um
mundo de vívidos contrastes. Os montes do Jordão eram um eterno foco
de inquietação. Eram incessantesos ataques de nômades as populações
sedentárias, as rebeliões e as contendas entre cidades. Como isso punha
em perigo o caminho das caravanas ao longo da costa do Mediterrâneo, os
egípcios tinham que organizar expedições punitivas para chamar à razão
os desordeiros. A inscrição encontrada no túmulo do egípcio Uni dá-nos
uma descrição minuciosa da maneira como foi organizada uma dessas
expedições punitivas por volta de 2350 a.C. O comandante militar Uni
recebe do Faraó Fiops I ordem de organizar um exército para atacar os
beduínos asiáticos que invadiram Canaã.
possivelmente, vagueava Abraão. Devemos a textos hieroglíficos sobre
campanhas egípcias os primeiros testemunhos sobre Canaã. Eles
concordaram perfeitamente com a descrição de Sinuhe. Por outro lado, o
relato desse aristocrata egípcio concorda em algumas passagens quase
literalmente com certos versículos daBíblia muito citados. Porque o Senhor
teu Deus te introduzirá numa terra boa (Dt 8.7)

4.5. Sodoma e Gomorra
“Então o Senhor, da sua parte, fez chover do céu enxofre e fogo sobre
Sodoma e Gomorra. E Abraão levantou-se de madrugada, e foi ao lugar
onde estivera em pé diante do Senhor; e, contemplando Sodoma e
Gomorra e toda a terra da planície, viu que subia da terra fumaça como a
de uma fornalha (Gn 19.24, 27-28)”.

4.6. Abraão e Ló separam-se
Após sua volta do Egito, Abraão eLó separaram-se. “E a terra não tinha
capacidade para poderem habitar juntos”, conta a Bíblia, “porque seus
bens eram muito grandes. Daqui nasceu uma contenda entre os pastores
dos rebanhos de Abraão e os de Ló. Disse, pois, Abraão a Ló: Peço-te que
não haja contendas entre mim e ti, nementre os meus pastores e os teus
pastores, porque somos irmãos. Eis diante de ti todo o país; rogo-te que te
apartes de mim; se fores para a esquerda, eu tomarei a direita; se
escolheres a direita, eu irei para a esquerda” (Gn 13.6-9).

4.6.1. Ló vai para Sodoma
Das cadeias de montanhas cobertas debosques, no coração da Palestina,
Ló desceu para leste, entrou com sua gente e seus rebanhos no vale do
Jordão ao sul e, finalmente, levantou suas tendas em Sodoma. Ao sul do
mar Morto havia uma planície fertilíssima, o “Vale de Sidim, onde agora é o
mar salgado” (Gn 14.3). A Bíblia enumera cinco cidades nesse vale:
Sodoma, Gomorra, Adama, Seboim e Segor (Gn 14.2). Ela tem notícia
também de uma guerra na história dessas cinco cidades: “Naquele tempo
sucedeu” que quatro reis “fizeram guerra contra Bara, rei de Sodoma, e
contra Bersa, rei de Gomorra, e contra Senaar, rei de Adama, e contra
Semeber, rei de Seboim, e contra o reide Bala, isto é, Segor” (Gn 14.2).
Doze anos haviam os reis do vale de Sidim sido tributários do Rei
Codorlaomor. No décimo terceiro, rebelaram-se. Codorlaomor pediu auxílio
a três reis que estavam a ele coligados.

4.6.2. A destruição de Sodoma e Gomorra
Disse, pois, o Senhor: O clamor deSodoma e Gomorra aumentou, e o seu
pecado agravou-se extraordinariamente. Fez, pois, o Senhor da parte do
Senhor chover sobre Sodoma e Gomorra enxofre e fogo do céu; e destruiu
essas cidades, e todo o país em roda, todos os habitantes da cidade, e
toda a verdura da terra. E a mulher de Ló, tendo olhado para trás, ficou
convertida numa estátua de sal. E viu que se elevavam da terra cinzas
inflamadas, como o fumo de uma fornalha (Gn 18.20; 19.24, 26, 28).
Segundo uma tradição, durante o cerco de Jerusalém, no ano 70 da nossa
era, um general romano, Tito, condenou alguns escravos a morte.
Submeteuos a um breve julgamento e mandou encadeá-los todos juntos e
jogá-los no mar, próximo ao monte de Moab. Os condenados, porém, não
se afogaram. Repetidamente foram jogados ao mar e todas as vezes,
como cortiças, vinham dar em terra. O inexplicável fenômeno impressionou
Tito de tal modo que ele acabou porperdoar os pobres criminosos. Flávio
Josefo, historiador judeu que viveu os últimos anos da sua vida em Roma,
cita repetidamente um “lago de asfalto”. Os gregos falavam com insistência
em gases venenosos que se desprenderiam por toda parte nesse mar, e os
árabes diziam que havia muito nenhuma ave conseguia voar até a outra
margem. Segundo eles, ao sobrevoá-lo, as aves se precipitavam
subitamente na água, mortas.

4.7. Exploração do Mar Morto
Essas e outras histórias tradicionaissimilares eram bem conhecidas, mas
até uns cem anos atrás faltava todo e qualquer conhecimento preciso sobre o estranho e misterioso mar daPalestina. Nenhum cientista o tinha
visto e explorado ainda. Foram os Estados Unidos que, no ano de 1848,
tomaram a iniciativa, equipando umaexpedição para estudar o enigmático
mar Morto. Num dia de outono desse ano, a praia em frente a cidadezinha
de Akka, quinze quilômetros ao norte de Haifa, ficou negra de homens
ativamente ocupados numa estranha manobra.
De um navio ancorado ao largo, W. F. Lynch, geólogo e chefe da
expedição, havia mandado desembarcar dois barcos metálicos, que nesse
momento estavam sendo cuidadosamente amarrados em carros de altas
rodas. Puxados por uma longa fileira de cavalos, puseram-se a caminho.
Ao fim de três semanas e após dificuldades incríveis, foi terminado o
transporte através das terras do sul da Galiléia. Os barcos foram lançados
a água no lago Tiberíades. As medidasde altura tomadas por Lynch no
lago de Genesaré produziram a primeira grande surpresa dessa viagem. A
princípio, ele pensou tratar-se de um erro, mas a verificação confirmou o
resultado. A superfície do lago de Genesaré, mundialmente conhecido pela
história de Jesus, ficava duzentose oito metros abaixo da superfície do
Mediterrâneo! A que altura nasceria o Jordão, que atravessa esse lago?Evidentemente o mar naquela época era mais raso que hoje. Invisível, o
fundo ali forma uma dobra gigantescaque divide o mar em duas partes. A
direita da península, desce a prumo até quase quatrocentos metros de
profundidade. À esquerda da península, o fundo é extraordinariamente
raso. Medições feitas nos últimos anos acusaram profundidades de quinze
a vinte metros
Dias depois, W. F. Lynch encontrava-se numa alta encosta do nevado
Hermon. E entre os restos de colunas e portais desmantelados surgiu a
pequena aldeia de Banias. Árabes conhecedores do terreno conduziram-no
através de um espesso bosque de espirradeiras até uma cova meio
encoberta por calhaus na íngremeencosta calcária do Hermon. Da
escuridão dessa cova brotava com força, gorgolejando, um jorro de água
límpida. Era uma das três nascentes do Jordão. Os árabes chamam ao
Jordão Cheri ’at el Kebire, “Grande Rio”. Ali estivera o antigo Paníon, ali
Herodes construíra um templo de Pãem honra de Augusto. Junto a gruta
do Jordão, havia uns nichos em forma de concha. Ainda se pode ler ali
claramente a inscrição grega: “Sacerdote de Pã”. No tempo de Jesus
Cristo, o deus grego dos pastores eravenerado junto as fontes do Jordão.
O deus com pés de cabra levava aos lábios a flauta, como se quisesse
modular uma canção para acompanharo Jordão em sua longa viagem.

4.7.1. A Procura de Sodoma e Gomorra
Só no começo deste século, com as escavações realizadas no resto da
Palestina, foi despertado também o interesse por Sodoma e Gomorra. Os
exploradores dedicaram-se a procuradas cidades desaparecidas que nos
tempos bíblicos estariam situados no vale de Sidim.
Na extremidade a sudeste do mar Morto, encontram-se os restos de uma
grande povoação. Esse sítio ainda hoje é chamado Segor. Os
pesquisadores se regozijaram, pois Segor era uma das cinco cidades ricas
do vale de Sidim que se recusaram a pagar tributo aos quatro reis
estrangeiros. Mas as escavações experimentais realizadas trouxeram
apenas decepção. Assim, há dúvidasainda se Segor é o mesmo sítio
citado na Bíblia.
A verificação das ruínas descobertas revelou tratar-se de restos de uma
cidade que floresceu no princípio daIdade Média. Da antiga Segor do rei
de Bala (Gn 14.2) e das capitais vizinhas não se encontrou vestígio.


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