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Falar de ética cristã não é fácil, nem tão simples quanto gostaríamos. O assunto é vasto, dialoga com muitas áreas do saber, e demanda muita pesquisa por parte do ensinador da Palavra de Deus. Só na obra Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, do Dr. Russel Norman Champlin (ed. Hagnos), a conceituação do verbete ÉTICA (em suas diversas ramificações) ocupa quase 34 longas páginas! Há fortes e variadas implicações filosóficas e teológicas na abordagem deste assunto, mas as nossas aulas dominicais exigem que sejamos menos técnicos e prolixos, e mais práticos e concisos na abordagem desse assunto, para que não imponhamos prejuízo ao entendimento de nossos alunos, cuja formação secular e bíblica é tão variada. Discussões mais técnicas deixamos para ambientes de ensino técnico, como as faculdades ou seminários.
O pastor e teólogo assembleiano Claudionor de Andrade, em seu livro As novas fronteiras da Ética Cristã (CPAD), apresenta-nos dois conceitos básicos de ética:
1. Ética (secular) – “conjunto de normas e preceitos valorativos, cuja missão é orientar o indivíduo, em particular, e a sociedade, como um todo, a trabalhar pelo bem comum” (1). Andrade faz, contudo, a ressalva de que “no âmbito das academias, porém, a ética adquire algumas conotações bastante deletérias”. Entretanto, para fins pedagógicos, nos contentaremos com o conceito apresentado acima, apenas acrescentando o étimo da palavra ética: no grego, ética é “ethos”, que significa “costume”, “disposição”, “hábito”. Assim, o Dicionário de Filosofia de Nicola Abbagnano define ética com brevidade: a ciência da conduta (2).
Como é impossível falar de ética e não falar de moral, visto que ambos os conceitos são intimamente correlatos, precisamos aqui também conceituar moral. Moral, do latim morales, refere-se, segundo o comentarista da nossa Lição, o Dr. Douglas Baptista, “ao comportamento das pessoas e às reações dos indivíduos que compõem uma sociedade em relação às regras estabelecidas pela ética” (3). Poderíamos dizer que Ética (com inicial maiúscula) é a ciência que estuda o comportamento humano ideal; ética (com inicial minúscula) corresponde ao próprio comportamento ideal em sociedade; e moral corresponde à reação individual de cada membro da sociedade em relação ao que está como padrão ideal. Os que seguem os valores éticos da sociedade são considerados sujeitos morais, ao passo que aqueles que vivem de modo transgressor aos padrões éticos são chamados de imorais.
2. Ética cristã – “é a ciência que tem por objetivo orientar não apenas o cristão, mas também o não cristão, quanto às reivindicações da Bíblia Sagrada acerca de sua conduta pessoal, familiar e publicar” (4). Champlin diz que “A ética cristã normal e ortodoxa é uma forma de ética absoluta”, cujo pressuposto básico “é que os princípios morais alicerçam-se sobre padrões imutáveis, que não se alteram em face de situações ou de indivíduos” (5). Mas os valores absolutos da ética cristã são absolutos porque repousam sobre a revelação de Deus nas Escrituras Sagradas. “Portanto, a ética cristã não se modifica e nem se relativiza. Desse modo, a ética cristã não pode ser desassociada da moral e dos bons costumes preconizados nas doutrinas bíblicas”, conclui o comentarista Douglas Baptista (6). A ética cristã, portanto, é sujeita às doutrinas bíblicas, jamais o inverso. O decano da educação cristã no Brasil, Pr. Antônio Gilberto, é incisivo: “A doutrina bíblica gera bons costumes, mas bons costumes não geram boa doutrina. Igrejas há que têm um somatório imenso de bons costumes, mas quase nada de doutrina. Seus membros naufragam com facilidade por não terem o lastro espiritual da Palavra” (7).
Primeiro, a ética cristã é UNIVERSAL, ou seja, os valores que ela apregoa são válidos para todos os homens em todo mundo; segundo, a ética cristã é SUPRACULTURAL, isto é, está acima das culturas locais, podendo até mesmo ajustá-las ou transformá-las, para que elas se adequem aos valores cristãos (por exemplo, culturas onde a idolatria, poligamia, pedofilia ou violência contra a mulher são praticados e algumas vezes até reconhecidos e assegurados por políticas ou costumes locais); por último, a ética cristã é ATEMPORAL, ou seja, não tem prazo de validade. Aquilo que o Evangelho apresenta como regra de fé e prática deve ser obedecido em todo mundo e em todo tempo. A ética cristã traz os marcos antigos que não podem ser removidos!
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